A Logística Reversa pode ser entendida e classificada a partir da versão contrária da Logística que conhecemos. Este processo insere-se como um dos principais instrumentos do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), onde a Lei definiu que produtores, fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e cidadãos possuem responsabilidade compartilhada na correta destinação dos resíduos, regras fixas para descartar determinados produtos. Sua implementação é vinculada ao alto potencial de reciclagem que oferece, aumentando o percentual atual, considerado baixo se comparado ao alto grau de descarte dos resíduos.

É um instrumento potencialmente ligado ao desenvolvimento econômico, social e ambiental, onde através de atitudes, procedimentos e meios que possibilitem ações que viabilizem o reaproveitamento dos resíduos no ciclo produtivo.

Basicamente, a logística reversa compreende o gerenciamento de todas as ações necessárias à retirada dos produtos após utilização do poder dos consumidores até sua destinação ambientalmente adequada. Utilizando a logística da distribuição para devolução do resíduo gerado.

A regulamentação do PNRS (política nacional de resíduos sólidos) definiu como se dará a questão do compartilhamento de responsabilidades no tratamento de seis tipos de resíduos e organizou um comitê orientador para tratar de casos mais específicos. Os materiais são os seguintes: pilhas e baterias, pneus, embalagens de agrotóxicos, lâmpadas fluorescentes, óleos lubrificantes e eletroeletrônicos.

Bem como o sistema de logística reversa é referente ao ciclo de vida produtivo relacionado a responsabilidade compartilhada, um instrumento vinculado a ele de extrema importância e que compete ao PNRS é a coleta seletiva, melhor detalhada no link Destinação Final.